«Mutilación y (re)creación poética: las "letras" y "cimeiras"»
Autor Sousa, Sara Rodrigues de
Título Mutilación y (re)creación poética: las "letras" y "cimeiras"
Otros autores coord. I. Tomassetti. Ed. R. Alviti -A. Garribba -M. Marini -D. Vaccari. Colab. M. Nogués - I.Turull
Título revista/libro Avatares y perspectivas del medievalismo ibérico
Ciudad San Millán de la Cogolla
Editorial Cilengua
Año 2019
Volumen 2
Páginas 1227-1237
Colección Instituto Literatura y Traducción, 23. Miscelánea, 10
Resumen
Entre os fólios CLXXIIIv e CLXXIIIIv do Cancioneiro Geral encontram-se as «letras» que mais de trinta cortesãos apresentaram aquando da celebração das bodas de D. Afonso, filho de D. João II e de D. Leonor, com D. Isabel, filha dos Reis Católicos, em finais de 1490. Se a prolixidade do aparato paratextual deste corpus é evidente, dada a extensão da rúbrica inicial e a quantidade de rúbricas intermédias, também se evidencia a singularidade da informação que providenciam estes dois tipos de rúbricas, nomeadamente a identificação do contexto de apresentação e a referência às cimeiras levadas por cada um dos mantedores e aventureiros, que constituíam um elemento fundamental neste jogo poético em que cabia ao público descobrir como relacionar o elemento icónico observado com o elemento discursivo lido ou escutado. Segundo a autora, o desvio do aparato paratextual para o ambiente de apresentação e receção, associado à opção editorial de descrever ou de identificar verbalmente algo que, no contexto original de apresentação, só podia ver-se, converte este corpus poético num objeto privilegiado para refletir sobre o impacto hermenêutico do referido processo de tradução intersemiótica, bem como para aprofundar o conhecimento da conformação resendiana com um tipo de produção cuja presença em outros cancioneiros ibéricos tardo-medievais foi objeto de crítica
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