«Figuracões do serviço amoroso: Dona Joana de Mendonça no teatro da corte»
Autor Silva, Maria Graciete Gomes da
Título Figuracões do serviço amoroso: Dona Joana de Mendonça no teatro da corte
Otros autores coord. I. Tomassetti. Ed. R. Alviti -A. Garribba -M. Marini -D. Vaccari. Colab. M. Nogués - I.Turull
Título revista/libro Avatares y perspectivas del medievalismo ibérico
Ciudad San Millán de la Cogolla
Editorial Cilengua
Año 2019
Volumen 2
Páginas 1217-1225
Colección Instituto Literatura y Traducción, 23. Miscelánea, 10
Resumen
Dona Joana de Mendoça foi dama da rainha Dona Leonor e uma das mais formosas e requestadas da corte manuelina, a julgar pela sua legião de servidores no Cancioneiro Geral de Garcia de Resende. Simão de Sousa, talvez o mais perseverante dos seus cortejadores, traça-lhe um retrato negro do matrimónio em jeito de aviso, num discurso irónico de circunstância ensaiado também, a seu modo, pela dama da rainha na única estrofe da sua autoria: uma copla de ajuda em louvor de Dona Briatiz de Vilhana, a Perigosa (16RE: fl. 147c), como ela solteira e sua companheira dilecta nos serões da corte. A sua fortuna como dedicatária conhece, entretanto, momentos altos pela voz de poetas como Luís da Silveira (fl. 129d), Joam Rodrigues de Lucena (fl. 139a-d) ou Simão da Silveira (fl. 184e-f), culminando no jogo trovado do compilador, que a elege como destinatária por antonomásia dos «louvores das damas» (fl. 226c), em manifesta corroboração da cenografia e da dialéctica de contrários que regem a poesia e a cultura de corte
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