«Textos copiados, criados e recriados. Da mó bíblica á Lenda de Gaia»
Autor Ramos, Maria Ana
Título Textos copiados, criados e recriados. Da mó bíblica á Lenda de Gaia
Otros autores coord. M. J. Lacarra - ed. N. Aranda García - A. M. Jiménez Ruiz - Á. Torralba Ruberte
Título revista/libro Literatura medieval hispánica. «Libros, lecturas y reescrituras»
Ciudad San Millán de la Cogolla
Editorial Cilengua
Año 2019
Páginas 971-994
Colección Instituto Literatura y Traducción, 26. Miscelánea, 13
Resumen
A memória textual da lírica galego-portuguesa foi dada a conhecer em 1904 através da edição crítica, intitulada Cancioneiro da Ajuda, publicada na Alemanha por Carolina Michaëlis de Vasconcellos. Segundo a autora, a descoberta dos cancioneiros italianos veio demonstrar que não nos encontrávamos apenas com simples cópias de cópias textuais, mas perante uma lírica marcada por singularidades teóricas como a designada Arte de trovar, que mencionava a cantiga de seguir. Mas o «seguir» pode não se limitar à poesia. A produção literária portuguesa demonstra como a arte narrativa se apropriou do Conto de Salomão com a Lenda de Gaia e a Hestoria del Rei Dom Ramiro de Leom. O relato não se restringiu às transcrições medievais dos Livros de linhagens e à cronística do séc. XVI, mas o seu sucesso, antes de enternecer Almeida Garrett no séc. XIX, inspirou João Vaz e Bernarda Ferreira de Lacerda (séc. XVII). A autora aponta alguns recursos entre cópia, criação e recriação em passagens representativas de alguns destes produtos textuais, sobretudo o uso singular de mó, na tradição portuguesa, para o castigo da mulher traidora
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