«Observations critiques sur la reconstitution de la Queste dite Post-Vulgate»
Autor Ménard, Philippe
Título Observations critiques sur la reconstitution de la Queste dite Post-Vulgate
Otros autores P. Gracia - A. Casais
Título revista/libro Le roman arthurien du Pseudo-Robert de Boron en France et dans la Pénisule Ibérique
Ciudad Berlin
Editorial Peter Lang
Año 2020
Páginas 11-85
Colección Studien zu den romanischen Literaturen und Kulturen / Studies on romance literatures and cultures, 10
Resumen
O autor revê a teoria que Fanni Bodganow elaborou sobre o ciclo artúrico em prosa posterior à Vulgata ou Lancelot-Graal, que teria sido composto entre 1235 e 1240 e cuja primeira redação seria posterior à primeira versão do Tristan en prose, mas anterior à segunda versão desta obra e ao Palamedes. Além disso, questiona alguns postulados propostos por Cedric Pickford, que estudou o ms. BnF fr 112, da segunda metade do século XV, e defendia que não terá existido uma versão Post-Vulgata anterior ao Tristan en prose. Philippe Ménard centra a sua argumentação na análise da suposta Queste del Saint Graal da Post-Vulgata, que Bodganow editou. Esta edição teria graves defeitos metodológicos, entre os quais o uso de testemunhos de diferentes datas, particularmente tardios, como o referido ms. BnF fr. 112 ou a Demanda do Santo Graal portuguesa. O recurso contínuo a este último manuscrito, por parte da investigadora anglo-alemã, é particularmente notório, não só em virtude da sua cronologia, mas também porque se trata de uma tradução. Com efeito, a Demanda portuguesa foi o seu texto-base, sobre o qual reconstruiu as lacunas diegéticas dos testemunhos franceses. O autor propõe, ao contrário do que defendia Bodganow, que a Queste inserida no Tristan en prose não se baseou no texto de uma Queste Post-Vulgata prévia. Reconhece, também, a impossibilidade de reconstruir a Queste Post-Vulgata com os testemunhos dispersos e escassos que a tradição textual atual oferece. Nesta ampla análise é dada especial atenção à relação das Demandas ibéricas com os textos franceses e à relação dos testemunhos ibéricos entre si
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