«As línguas do Cancioneiro Geral de Garcia de Resende»
Autor Fernandes, Geraldo Augusto
Título As línguas do Cancioneiro Geral de Garcia de Resende
Otros autores coord. I. Tomassetti. Ed. R. Alviti -A. Garribba -M. Marini -D. Vaccari. Colab. M. Nogués - I.Turull
Título revista/libro Avatares y perspectivas del medievalismo ibérico
Ciudad San Millán de la Cogolla
Editorial Cilengua
Año 2019
Volumen 2
Páginas 1085-1096
Colección Instituto Literatura y Traducción, 23. Miscelánea, 10
Resumen
Se pensarmos que uma das características da Península Ibérica que pode ser identificadora da região que compreende Portugal e Espanha é o intercâmbio linguístico entre os dois países, muito claro, evidencia-se, é o fenômeno do bilinguismo que perpassa toda a região, mais especificamente em Portugal, quanto à produção poética. O estrangeirismo, por extensão, pode integrar-se na temática do bilinguismo, já que configura a importação de palavras, a cultura, de outros povos, como é comentado neste estudo. O bilinguismo em Portugal, à época do Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, não se restringe ao castelhano -o que é evidente pela proximidade de Portugal e Castela- mas, pelo intercâmbio com outras nações; cresce o uso de expressões e palavras francesas, italianas, judaicas, gregas e latinas, estas como permanência cultural de séculos. Ainda mais, devido à expansão marítima, surgem textos em que a oralidade do negro é representada pelo idioma português, além de muitos termos de origens africana e árabe serem incorporados à própria língua do dominador.
Neste estudo, são comentadas as razões do bilinguismo e do estrangeirismo no Cancioneiro Geral: com o advento dos Descobrimentos, os poetas portugueses da compilação de Garcia de Resende esmeram em reproduzir em seus poemas um bilinguismo puro, como é o caso do uso da língua da vizinha Espanha, em especial o castelhano
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