«O sangue e o símbolo: critérios de legitimação do poder no episódio do advento de Artur em Robert de Boron e em Michael Hirst»
Autor Álvares, Cristina
Título O sangue e o símbolo: critérios de legitimação do poder no episódio do advento de Artur em Robert de Boron e em Michael Hirst
Otros autores Coord. M. Simó - Ed. G. Avenoza - A. Contreras - G. Sabaté - L. Soriano
Título revista/libro "Prenga xascú ço qui millor li és de mon dit". Creació, recepció i representació de la literatura medieval
Ciudad San Millán de la Cogolla
Editorial Cilengua
Año 2021
Páginas 31-41
Colección Instituto Literatura y Traducción, 32. Miscelánea, 16
Resumen
O artigo compara o episódio da ascensão ao poder de Artur na versão medieval de Merlin (Robert de Boron) e na série Camelot (2011). No texto medieval, Artur é designado rei pela vontade divina (critério simbólico), desafiando a legitimidade baseada na linhagem (critério genético), até que Merlin revela a sua ascendência como filho de Uterpendragon. Já em Camelot, Artur conhece a sua origem desde o início, e a prova da espada deixa de ser um ato divino para se tornar um desafio físico que demonstra as suas qualidades, refletindo uma visão moderna em que a autolegitimação prevalece sobre a predestinação. A autora sublinha que, embora ambas as versões privilegiem o simbólico sobre o biológico, diferem na abordagem: a medieval enfatiza a escolha divina, enquanto a contemporânea destaca o esforço humano. Esta mudança revela diferenças nas conceções políticas e antropológicas de cada época, mostrando como as releituras neomedievais adaptam os mitos arturianos aos valores atuais
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